A pergunta agora é: estamos nos antecipando ou só reagindo?

Os dados são claros: a maioria dos brasileiros já percebe que desastres climáticos no Brasil e no mundo estão se tornando mais frequentes e intensos. Secas prolongadas, ondas de calor, chuvas extremas e queimadas deixaram de ser eventos isolados e passaram a fazer parte da rotina climática do país.

Segundo a pesquisa Mudanças Climáticas na Percepção dos Brasileiros – 2025, 92% da população acredita que os desastres ambientais estão aumentando, e 89% associam esse aumento ao aquecimento global. A percepção social mudou. O risco é reconhecido.

O desafio agora não é mais convencer — é se antecipar.

Desastres climáticos no Brasil mostram que reagir custa mais do que planejar

Historicamente, a gestão do impacto climático no Brasil ainda é majoritariamente reativa:

  • ações emergenciais após enchentes
  • respostas tardias a secas severas
  • perdas agrícolas evitáveis
  • impactos econômicos que poderiam ser reduzidos

Quando a resposta vem depois do evento, os custos são sempre maiores — sociais, econômicos e ambientais.

O papel dos modelos de impacto climático na previsão de Desastres climáticos no Brasil

Modelos de impacto climático permitem ir além da previsão do tempo tradicional. Eles ajudam a responder perguntas estratégicas como:

  • Onde os impactos climáticos tendem a ser mais severos?
  • Quando o risco aumenta para setores específicos?
  • Como eventos extremos afetam produção, energia, infraestrutura e território?

Ao integrar dados climáticos, históricos ambientais e projeções futuras, esses modelos transformam incerteza em cenários de risco.

E cenários permitem planejamento.

Desastres climáticos no Brasil exigem a transição do modo reação para o modo planejamento

Sair do modo reação significa:

  • antecipar eventos extremos
  • ajustar decisões produtivas
  • planejar políticas públicas e operações privadas
  • reduzir perdas antes que elas aconteçam

Planejar com base em impacto climático não elimina o risco, mas reduz sua intensidade e seus custos.

O próximo passo na previsão de Desastres climáticos no Brasil

A sociedade já percebe a mudança climática.
Agora, o avanço real está em usar ciência, dados e modelos climáticos para decidir antes do impacto.

Porque, diante de um clima cada vez mais extremo, a antecipação não é vantagem — é necessidade.

Referências:

Mudanças Climáticas na Percepção dos Brasileiros – 2025
(Ipsos-Ipec / ITS)